Visitor Toll Pass: o Passe de Pedágio Gratuito de Orlando e Onde Ele Fica no Aeroporto
O passe de pedágio gratuito para carro alugado em Orlando, com o mapa das seis máquinas do aeroporto: terminal, nível, esteira de bagagem e o que fazer no aplicativo.

Você desembarca em Orlando, pega o carro alugado, sai do aeroporto e em poucos minutos passa embaixo de um pórtico de pedágio. Não tem cabine, não tem atendente e não tem como pagar em dinheiro.
A partir daí, quem decide quanto esse pedágio vai custar não é você. É a escolha que você fez três minutos antes, no balcão da locadora, quando alguém ofereceu o "pacote de pedágio" e você disse sim com pressa.
Existe um aparelho gratuito, do próprio órgão que administra as estradas da região, que resolve isso. Ele fica em seis máquinas dentro do aeroporto de Orlando, e a maioria dos brasileiros passa do lado sem saber o que é.
Resumo em 30 segundos
- O Visitor Toll Pass é um passe de pedágio gratuito, feito para quem aluga carro no aeroporto de Orlando e devolve no mesmo aeroporto.
- Quem opera é a Central Florida Expressway Authority, o mesmo órgão do E-PASS, que administra as vias expressas da região.
- Ele é uma plaquinha que pendura no retrovisor e paga o pedágio eletronicamente em toda a Flórida.
- Não tem taxa de serviço. Você paga só o pedágio, e sempre na tarifa mais barata.
- A reserva é feita pelo aplicativo, que está disponível nas lojas brasileiras de Android e iPhone. Sem o app, não tem passe.
- A retirada é em máquinas no Nível 1 dos Terminais A e B e no Nível 4 do Terminal C, sempre perto dos balcões de locadora.
- Você precisa recusar o pacote de pedágio da locadora, senão corre o risco de pagar duas vezes.
- Na volta, é devolver a plaquinha em uma caixa coletora do aeroporto. Quem não devolve paga US$ 10.
O problema que ele resolve
A Flórida acabou com o dinheiro nos pedágios das vias expressas. Onde antes havia cabine, hoje há um pórtico que fotografa a placa.
Para o motorista local isso não muda nada, porque ele tem o transponder colado no vidro e paga a tarifa eletrônica, que é a mais barata. Para quem está de carro alugado, a história é outra.
Sem transponder, a cobrança vai para a placa do carro. E a tarifa cobrada pela placa, no sistema da região de Orlando, chega a ser o dobro da tarifa eletrônica.
Pior: a placa não é sua, é da locadora. Ela recebe a conta, paga, e repassa para o seu cartão com a taxa de administração dela por cima.
É por isso que o pedágio aparece como vilão na fatura de quem volta de Orlando. Não é o valor do pedágio em si. É a tarifa dobrada mais a taxa diária.
Os três caminhos, e o que muda em cada um
| Caminho | Como cobra |
|---|---|
| Visitor Toll Pass | Tarifa eletrônica, a mais barata. Sem taxa de serviço |
| Pacote da locadora | Tarifa cheia mais taxa por dia, com teto por locação |
| Conta própria de pedágio | Tarifa eletrônica, mas exige cadastro e gestão sua |
O pacote da locadora aparece com nomes diferentes em cada empresa, como e-Toll, PlatePass ou TollPass. A lógica é sempre parecida: uma taxa de conveniência por dia, hoje na faixa de seis a sete dólares, cobrada nos dias em que você passa por pedágio, com um teto por locação. Existem versões "ilimitadas" que passam de dez dólares por dia e são cobradas todos os dias, inclusive nos que você deixa o carro parado no hotel.
Some isso a uma semana de viagem e o pacote custa mais do que os pedágios que você realmente usou. É exatamente aí que o Visitor Toll Pass economiza.
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Onde exatamente ele fica no aeroporto
Essa é a parte que ninguém explica direito, e é a que faz você achar ou não achar a máquina com a família cansada atrás de você.
São seis máquinas no aeroporto de Orlando, distribuídas em três terminais. Elas funcionam todos os dias, a qualquer hora, inclusive de madrugada.
Terminal A, Nível 1
As máquinas ficam no Nível 1, no salão dos balcões de locadora, ao lado da esteira de bagagem 8A.
Elas estão entre os balcões e as escadas rolantes que sobem para o transporte terrestre. Alamo, National, Enterprise, Sixt e Avis atendem nesse salão.
Terminal B, Nível 1
Mesma lógica do A, do outro lado do prédio principal. As máquinas ficam no Nível 1, encostadas na esteira de bagagem 28B, perto das escadas rolantes.
Os balcões ao redor são Hertz, Avis, Budget, Sixt, National e Alamo.
Terminal C, Nível 4
O Terminal C é o prédio novo, e ali a referência muda. As máquinas ficam no Nível 4, perto do painel de voos de chegada, no caminho entre o desembarque e o corredor que leva ao estacionamento Garage C.
Os balcões desse terminal são Enterprise, Alamo, National, Hertz, Budget, Avis, Thrifty, Dollar e Sixt.
Qual é o seu terminal
Isso depende da companhia com que você voou. Vale conferir antes de descer, porque ir ao terminal errado custa uma viagem de trem interno.
| Companhia | Terminal |
|---|---|
| GOL | C |
| Azul | C |
| Copa | C |
| JetBlue | C |
| LATAM | B |
| American | B |
| Delta | B |
| United | B |
Quem chega de GOL, Azul ou Copa desembarca no Terminal C e procura a máquina no Nível 4. Quem chega de LATAM, American, Delta ou United desembarca no Terminal B e procura no Nível 1.
Se você errar o prédio, existe um trem automático que liga o Terminal C aos Terminais A e B em cerca de quatro minutos, antes da segurança. Dá para resolver, mas é tempo que ninguém quer perder com criança no carrinho.
O passo a passo completo
- Baixe o aplicativo antes de viajar. O app se chama Visitor Toll Pass e está na App Store e no Google Play brasileiros, de graça, publicado pela Central Florida Expressway Authority. No iPhone, ele pede iOS 15 ou mais novo.
- Faça a reserva no app. Você informa as datas da viagem e cadastra um cartão de crédito. A reserva em si é gratuita.
- Autorize o depósito de US$ 10. Ele não é uma taxa. É um crédito que vai ser usado para pagar os seus pedágios.
- No aeroporto, vá até a máquina do seu terminal, abra o app, toque em escanear o QR code e leia o código na máquina. A plaquinha sai na hora.
- Cadastre a placa do carro no app antes de sair do aeroporto. Sem a placa certa, o sistema não consegue ligar as passagens à sua conta.
- Pendure a plaquinha no braço do retrovisor, ainda no estacionamento. Ela pode ficar virada para qualquer lado, mas precisa estar pendurada antes de você cruzar o primeiro pórtico.
- Confira no app se o passe ficou ativo. O pareamento com a placa pode levar até 90 minutos, e o próprio app avisa se deu algum problema.
- Recuse o pacote de pedágio da locadora no balcão. Essa frase é a mais importante do post.
- Dirija normalmente. Pode usar qualquer faixa sinalizada como E-PASS, SunPass ou LeeWay, inclusive as faixas expressas.
- Devolva a plaquinha numa caixa coletora ou numa das máquinas do aeroporto, antes de embarcar de volta.
A devolução, que é onde as pessoas escorregam
A plaquinha tem que voltar. Se ela não voltar, os US$ 10 do depósito deixam de ser crédito de pedágio e viram taxa pelo aparelho não devolvido.
Você tem duas opções:
- Nas máquinas, as mesmas da retirada, no Nível 1 dos Terminais A e B ou no Nível 4 do Terminal C.
- Nas caixas coletoras, espalhadas pelos terminais e pelos estacionamentos. Nas garagens A e B elas ficam nos níveis 1 e 2, sempre perto dos elevadores e das escadas rolantes, e também na passarela que liga a garagem ao terminal.
Na prática, o caminho natural é esse: você devolve o carro na garagem, desce com as malas, passa pelo elevador e a caixa coletora está ali. São dez segundos.
O detalhe que salva: faça isso antes de entrar no terminal com a família e as malas. Voltar para a garagem depois do check-in não é um programa agradável.
Como e quando a cobrança chega
Nada é cobrado durante a viagem. O sistema junta as passagens e fecha a conta depois.
- A primeira cobrança acontece cerca de três dias úteis depois da data final da sua viagem.
- Pode existir uma segunda cobrança, em até 21 dias, referente a pedágios de outras concessionárias que demoram a ser repassados. Não é erro, e não é cobrança dobrada.
- O app avisa cada cobrança, se você deixar as notificações ligadas.
- Se o total de pedágios ficar abaixo dos US$ 10 do depósito, a diferença volta para o seu cartão.
Vale manter o cartão cadastrado válido até umas três semanas depois da volta. Cartão vencido ou cancelado no meio do caminho vira dor de cabeça à distância.
Os erros que custam caro
Aceitar o pacote da locadora e usar o passe. É o pior dos mundos. Você pode acabar cobrado nos dois sistemas pela mesma passagem. Recuse o pacote no balcão, com todas as letras.
Esquecer de cadastrar a placa. Sem a placa no app, a passagem não é reconhecida como sua, a conta vai para a locadora e a taxa dela entra.
Deixar a plaquinha na bolsa. Ela só funciona pendurada no retrovisor. Dentro da mochila ou no porta-luvas, o pórtico não lê.
Trocar de carro e não avisar. Se você trocar de veículo fora do aeroporto, precisa atualizar a placa no app. Trocas feitas no próprio aeroporto são atualizadas sozinhas na saída da garagem.
Alugar fora do aeroporto. O programa atende quem retira e devolve no aeroporto de Orlando. Aluguel em loja de bairro, em hotel ou em outro aeroporto não entra.
Voar de volta por outro aeroporto. Se você entra por Orlando e sai por Miami ou Tampa, não vai ter onde devolver a plaquinha, e aí os US$ 10 são cobrados.
Chegar sem internet e sem o app baixado. A reserva é feita no aplicativo, e a máquina só entrega o passe depois de ler o QR code dele. Deixe isso resolvido ainda no Brasil.
Quando o Visitor Toll Pass não é a melhor escolha
Ele é excelente, mas não é universal.
- Se você não vai alugar carro, nem se preocupe. Transfer e aplicativo já têm o pedágio embutido na corrida. Essa comparação está em transfer, Uber ou carro alugado.
- Se o seu aluguel não começa e termina no aeroporto de Orlando, o programa não te atende.
- Se você já tem conta de pedágio na Flórida, de viagens anteriores, usar a sua própria conta costuma ser igual ou melhor.
- Se o seu roteiro é só hotel e parque, sem via expressa, o assunto perde importância. Ainda assim, pegar o passe é grátis, e um desvio de rota pode colocar você numa via com pórtico sem aviso.
Por perfil de viagem
- Família com uma semana em Orlando e carro alugado. É o caso clássico e o de maior economia, porque a taxa diária da locadora se acumula todo dia.
- Casal que vai rodar para a costa ou para Miami. O passe vale em toda a Flórida, incluindo as faixas expressas das autoestradas. Rodagem longa é onde a tarifa dobrada mais pesa.
- Grupo com dois carros. Cada carro precisa do seu próprio passe e da sua própria reserva. Uma plaquinha não cobre dois veículos.
- Quem fica só na área dos parques. Mesmo assim vale pegar, porque é de graça e porque o GPS adora sugerir a via expressa.
- Quem chega de madrugada. As máquinas funcionam 24 horas. Não há balcão para fechar.
As letras miúdas que importam
- O passe pode ficar com você por até 90 dias, e você define a data final da viagem na reserva. Se a viagem mudar, dá para editar no app.
- Ele funciona com as principais locadoras do aeroporto de Orlando, entre elas Alamo, Avis, Budget, Dollar, Enterprise, Hertz, National, Payless, Sixt e Thrifty.
- Ele vale em toda a Flórida, em qualquer ponto sinalizado como E-PASS, SunPass ou LeeWay.
- Se você passar por um pórtico sem a plaquinha pendurada, a conta daquela passagem vai para a locadora, com a taxa dela.
- Se a locadora cobrar um pedágio que você já pagou pelo passe, existe um telefone de atendimento do programa para contestar.
🧭 Dica do DU
Resolva o passe na fila, não no balcão.
Baixe o app e faça a reserva ainda no Brasil, com wi-fi de casa. No aeroporto, enquanto um adulto espera na fila da locadora, o outro pega as malas, localiza a máquina e já sai com a plaquinha na mão.
Quando chegar a sua vez no balcão, você recusa o pacote de pedágio sem hesitar, porque já tem a solução no bolso. É essa frase de três segundos que segura uma taxa por dia na sua fatura.
Perguntas frequentes
O Visitor Toll Pass é realmente gratuito? Sim. Não existe taxa de serviço nem diária. Você paga só o pedágio que usou, na tarifa eletrônica, que é a mais barata.
Então o que são os US$ 10? É um depósito feito na reserva, que vira crédito para os seus pedágios. Se você devolver a plaquinha e usar menos que isso, a diferença volta para o cartão. Se não devolver, os US$ 10 pagam o aparelho.
Preciso ir a um balcão para pegar? Não. A retirada é em máquina de autoatendimento, com o QR code do aplicativo.
Dá para reservar sem o aplicativo? Não. Hoje a reserva é feita pelo app, e a máquina libera a plaquinha lendo o código dele.
O aplicativo funciona com conta brasileira? Sim. Ele está publicado nas lojas brasileiras de Android e iPhone, de graça.
Onde exatamente ficam as máquinas? No Nível 1 dos Terminais A e B, perto das esteiras 8A e 28B, e no Nível 4 do Terminal C, perto do painel de chegadas. Sempre na área dos balcões de locadora.
Funciona fora de Orlando? Sim. Ele vale em toda a Flórida, em qualquer via com E-PASS, SunPass ou LeeWay, inclusive nas faixas expressas.
Preciso recusar o pedágio da locadora? Precisa. Se os dois sistemas ficarem ativos, você corre o risco de ser cobrado duas vezes pela mesma passagem.
E se eu esquecer de devolver a plaquinha? São US$ 10, cobrados além dos pedágios. O aparelho não pode ser levado para casa como lembrança.
Vale a pena se eu vou ficar só entre hotel e parque? Vale, porque é de graça. O custo de pegar é zero e o custo de não ter, num único desvio pela via expressa, já paga a viagem até a máquina.
E o seguro do carro, o pedágio e a cadeirinha? Isso é outro capítulo, e ele está inteiro em aluguel de carro em Orlando.
O resumo honesto
O Visitor Toll Pass não é uma promoção, não tem pegadinha e não é vendido por ninguém. É um programa público que existe porque o pedágio da Flórida virou eletrônico e o turista ficou sem uma forma barata de pagar.
Ele custa zero, leva cinco minutos e fica a poucos metros do balcão onde você ia gastar seis dólares por dia sem perceber.
Se você ainda está montando a viagem e quer o carro, o ingresso e o seguro na mesma conversa, fala com a gente no WhatsApp. Prefere olhar sozinho primeiro? Os preços estão na nossa loja, em real e sem cadastro obrigatório.
Conteúdo atualizado em 21/09/2026, com base nas regras oficiais do programa na data. Valores em dólar, políticas de locadora e endereços de máquina podem mudar. Confirme no aplicativo e no site oficial antes de viajar.
Fontes: perguntas frequentes, página "como funciona" e mapas oficiais de retirada e devolução do Visitor Toll Pass, programa da Central Florida Expressway Authority; informações da própria CFX sobre pedágio sem dinheiro e diferença entre tarifa eletrônica e cobrança por placa; lista oficial de companhias aéreas e terminais do aeroporto internacional de Orlando; páginas oficiais dos programas de pedágio das locadoras; fichas dos aplicativos nas lojas brasileiras de Android e iPhone.